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LUANDA ( O SECRETO) – Em conferência de imprensa, o Grupo Parlamentar da UNITA fez uma avaliação crítica do ambiente vivido na 8ª sessão plenária da Assembleia Nacional, a 23 de abril de 2026, apontando uma “deriva preocupante” no tom do debate político e responsabilizando intervenções que, no seu entender, fragilizam a cultura democrática.

A UNITA denunciou o recurso a uma linguagem que classificou como “velocista, saudosista e promotora de discórdia”, advertindo que esse tipo de discurso compromete o papel do Parlamento enquanto espaço de fiscalização, equilíbrio institucional e construção de consensos. Para o partido, a normalização desse registo retórico representa um retrocesso no processo de consolidação democrática.

No plano institucional, a bancada anunciou que irá acionar a 9ª Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, com o objetivo de responsabilizar o deputado visado, invocando os limites constitucionais do exercício da liberdade de expressão no hemiciclo, à luz do Artigo 150.º da Constituição. Em paralelo, a UNITA pretende interpelar o Grupo Parlamentar do MPLA para esclarecer se as declarações em causa se inserem numa orientação política deliberada, tendo em conta a ovação registada e a recorrência de posicionamentos semelhantes.

Ainda assim, a UNITA procurou equilibrar o tom crítico com um apelo político mais amplo, reafirmando a necessidade de um Parlamento funcional, baseado no respeito mútuo e na pluralidade. O partido sustenta que a reconciliação nacional — que considera “condição indispensável” — continua dependente de uma prática política responsável, capaz de substituir a confrontação estéril por diálogo efetivo.

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