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‎Albino Pakissi questiona transparência eleitoral e desafia posição da UNITA

LUANDA (O SECRETO) – O analista e académico Albino Pakissi levantou questionamentos sobre o actual ambiente político e eleitoral em Angola, recorrendo a uma metáfora ligada ao futebol para ilustrar as dúvidas que, segundo ele, têm sido levantadas por cidadãos nas redes sociais em relação ao posicionamento da UNITA perante o processo eleitoral.

‎Pakissi, que fala na rádio Eclésia, sublinhando que, muitos angolanos questionam se o maior partido da oposição, UNITA, deve participar nas eleições de 2027, quando existem suspeitas sobre a imparcialidade do “árbitro” do jogo político. “Quando você sabe que o árbitro não é bom, é como entrar em campo sabendo que a equipa adversária já comprou o árbitro”, afirmou, comparando a situação ao décimo jogo entre equipas em que uma delas desconfia da arbitragem.

‎O académico sublinhou que a interpretação dessa metáfora cabe à própria opinião pública, mas reconheceu que o debate tem crescido nas plataformas digitais, para ele, a sociedade angolana acompanha atentamente as decisões políticas e exige posicionamentos claros dos partidos.

‎Pakissi crítica ainda, o que considera serem práticas políticas que limitam a pluralidade interna em alguns partidos, defendendo que processos eleitorais internos devem garantir igualdade de oportunidades para todos os candidatos. Para o analista, impedir candidaturas ou incentivar desistências pode enfraquecer a credibilidade democrática das organizações políticas.

‎Para o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, também abordou questões relacionadas com a transparência eleitoral e o funcionamento das instituições democráticas no país.

‎O líder do maior partido da oposição defendeu a necessidade de maior fiscalização e transparência no processo eleitoral, incluindo a criação de um observatório independente para acompanhar as eleições, para ele, a confiança nas instituições e o respeito pela pluralidade política são elementos fundamentais para garantir estabilidade e desenvolvimento em Angola.

‎No entanto, Costa Júnior afirmou ainda que Angola precisa de mais diálogo político e de um ambiente democrático que permita debates abertos entre diferentes forças políticas, reforçando que o país só poderá avançar com estabilidade quando houver confiança entre os actores políticos e respeito pelas regras demo

cráticas.

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