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‎Angola lança Comité Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapeutas

‎Luanda acolheu, nesta quarta-feira, 17 de Dezembro, a cerimónia oficial de lançamento do Comité Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos de Angola, um marco histórico para a Medicina Natural Tradicional no país.

‎A actividade promovido pelo Conselho Nacional de Medicina Natural e Tradicional em Angola, e testemunhado pelos  representantes do Governo, profissionais de saúde, académicos, órgãos de defesa e segurança e membros da sociedade civil.

‎No discurso do fim do evento, o vice-presidente do comité, Benjamim Sassova, afirma, Angola passa a ser o quarto país do continente africano a instituir formalmente um organismo nacional dedicado às plantas medicinais e fitoterápicos. Segundo o responsável, a criação do comité representa um compromisso claro de unir o saber ancestral à ciência moderna, à ética profissional e às boas práticas internacionais, com vista ao fortalecimento do sistema nacional de saúde.

‎ Ainda que a Medicina Natural Tradicional constitui uma herança de valor inestimável, construída ao longo de gerações, e que o grande desafio passa agora por transformar esse conhecimento num pilar estratégico do desenvolvimento social e económico, sustentado por evidências científicas e resultados concretos para a saúde pública, sublinhou Benjamim Sassova.

‎Por outro lado, o Comité Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, tem como principal e missão de monitorar e avaliar a implementação da política nacional do sector, garantindo o uso seguro, racional e sustentável das plantas medicinais em Angola, em que as suas atribuições constam a definição de critérios, parâmetros e indicadores de avaliação, o acompanhamento da execução das políticas públicas, a promoção da integração intersectorial e o incentivo à investigação científica e à indústria nacional.

‎Por outra, o comitê, é composto por Fitoterapeutas, Naturopatas, Biólogos e representantes da sociedade civil, o comité irá também propor medidas para evitar a saída desordenada de recursos terapêuticos da flora nacional, protegendo a biodiversidade e prevenindo prejuízos económicos para o Estado.

‎No final da cerimónia, foi reiterado um pedido de apelo à união de profissionais, instituições e parceiros para consolidar um sector mais organizado, credível e inovador.

‎No entanto, o lançamento do comité marca, assim, o início de uma nova etapa para a medicina natural em Angola, com a ambição de posicionar o país como referência africana no desenvolvimento seguro e científico da Medicina Tradicional.

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