LUANDA (O SECRETO) – A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) aprovou o lema “Angolanas e Angolanos, Todos ao Voto nas Eleições Gerais de 2027”, durante uma reunião plenária realizada nesta Sexta-feira, 05 de Junho, em Luanda dedicada à análise de vários assuntos considerados estratégicos para a preparação do próximo processo eleitoral, apura o Jornal O Secreto.
Segundo o porta-voz da CNE, Manuel Camati, o plenário analisou quatro propostas de lema antes de deliberar pela aprovação da terceira alternativa, que passou a ser a mensagem oficial das eleições gerais de 2027.
Manuel Camati disse que o lema escolhido tem como objectivo incentivar a participação dos cidadãos no processo eleitoral e reforçar a cultura democrática no país. O responsável sublinha que a mensagem deverá chegar a todas as regiões do território nacional, funcionando como um instrumento pedagógico de mobilização cívica.
O porta-voz afirma ainda que a escolha do lema surge num contexto em que vários processos eleitorais, em diferentes partes do mundo, têm registado elevados índices de abstenção. Neste sentido, a mensagem procura incentivar os cidadãos a exercerem o seu direito de voto e a participarem activamente na construção da democracia.
Por outra, a Comissão Nacional Eleitoral aprovou igualmente a proposta para o início da produção do material eleitoral destinado às eleições gerais de 2027. Manuel Camati adianta que o plenário autorizou o arranque dos procedimentos necessários para garantir a preparação atempada dos meios logísticos indispensáveis à realização do pleito.
O responsável avança que a medida visa assegurar o cumprimento dos prazos estabelecidos e permitir uma melhor organização do processo eleitoral.
Por outro lado, a UNITA voltou a manifestar preocupações em relação ao desempenho da Comissão Nacional Eleitoral. O porta-voz do partido, Faustino Mumbica, que falava a emissora Católica da Angola, afirma que os processos eleitorais realizados no país têm sido marcados por questionamentos relacionados com a imparcialidade e a isenção do órgão eleitoral.
Mumbica disse esperar que, nas eleições de 2027, a CNE cumpra rigorosamente a Constituição e a lei, tendo em conta que o contexto político actual é mais exigente e poderá tornar a disputa eleitoral mais competitiva.
O dirigente da UNITA sublinha que o risco de conflitos eleitorais aumenta quando existem dúvidas sobre a credibilidade do processo, razão pela qual considera fundamental que a CNE desempenhe o papel que lhe é atribuído pela legislação.
No entanto, o responsável entende que a instituição tem a oportunidade de reforçar a confiança dos cidadãos, actuando como um factor de equilíbrio e harmonia política durante todas as fases das eleições gerais de 2027. Segundo a UNITA, o respeito pelos princípios da legalidade, transparência e imparcialidade será determinante para a credibilidade do próximo escrutínio.

