LUANDA (O SECRETO) – O Grupo Banco Mundial aprovou um financiamento inicial de 642 milhões de dólares para lançar o Programa Competências para Inovação, Resiliência e Aspirações (Sira), que pretende capacitar 5,4 milhões de jovens da África Ocidental e Central, reforçando a ligação entre a educação, a formação profissional e o mercado de trabalho. O Secreto apura que a primeira fase será implementada em Cabo Verde, Côte d’Ivoire (Costa do Marfim) e Guiné, dando prioridade às jovens mulheres e aos jovens excluídos dos sistemas de ensino, com o objectivo de ampliar o acesso ao emprego digno, fortalecer as competências profissionais e impulsionar o crescimento económico da região.
O vice-presidente do Banco Mundial para a África Ocidental e Central, Ousmane Diagana, afirma que o Sira representa uma nova abordagem para responder aos desafios enfrentados pelos jovens que não estudam, não trabalham e não frequentam qualquer formação profissional. O responsável sublinha que o programa liga as competências às oportunidades de emprego e à transformação económica, permitindo expandir o acesso ao trabalho de qualidade e reforçar os sistemas nacionais e regionais de educação e formação.
O Banco Mundial adianta que cerca de seis milhões de jovens ingressam todos os anos no mercado de trabalho na África Ocidental e Central, realidade que exige sistemas educativos mais sólidos, competências alinhadas às necessidades do setor produtivo e percursos mais eficientes entre a aprendizagem e o emprego.
Por outro lado, a região possui a população mais jovem e com maior crescimento do mundo, tornando indispensável o investimento na qualificação da juventude para garantir empregos produtivos, desenvolvimento económico e maior resiliência social.
No entanto, alerta que esse potencial só poderá ser plenamente aproveitado com políticas consistentes de educação, formação e empregabilidade.
Por outra, em Cabo Verde, o programa será executado através da iniciativa “Criar Oportunidades e Alcançar Resultados no Emprego”, destinada a reforçar as competências dos jovens, facilitar a inserção no mercado laboral e melhorar o ecossistema nacional de formação profissional.
O director da Divisão do Banco Mundial para Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mauritânia e Senegal, Djibrilla Adamou Issa, disse que a iniciativa beneficiará directamente cerca de 50 mil jovens cabo-verdianos, entre os 15 e os 35 anos, melhorando os resultados de aprendizagem, ampliando as oportunidades de emprego em setores com elevado potencial de crescimento e apoiando grupos em situação de vulnerabilidade.

