“Partido admite aliança para vencer eleições, mas rejeita FPU e plataformas sem personalidade jurídica”
LUANDA (O SECRETO) – O BASTA admite participar numa coligação eleitoral para as Eleições Gerais de 2027, desde que a eventual aliança tenha como finalidade central a conquista do poder pela via eleitoral e reúna forças políticas dispostas a assumir esse objectivo de forma clara.
A posição marca uma abertura do partido para entendimentos eleitorais, mas estabelece limites quanto ao modelo de aliança que considera aceitável. O BASTA diferencia uma coligação formal, construída para disputar as eleições, de plataformas políticas sem personalidade jurídica, nas quais, segundo a formação, podem surgir entendimentos prévios sobre a distribuição de lugares parlamentares e de recursos públicos.
A formação política sustenta que não se opõe à concertação entre partidos, desde que esta seja orientada para uma disputa eleitoral efectiva e não apenas para a constituição de uma estrutura de conveniência entre diferentes actores.
Neste quadro, o BASTA afirma que está disponível para “engajar” numa coligação constituída por forças que tenham como propósito vencer as eleições. A condição apresentada pelo partido é que o entendimento tenha objectivos definidos e seja assumido por organizações políticas com responsabilidades próprias.
A designada Frente Patriótica Unida (FPU), entretanto, não reúne, na leitura do BASTA, as condições para merecer o seu alinhamento, por se tratar, segundo a formação, de uma plataforma sem personalidade jurídica.
O partido considera que a discussão sobre alianças para 2027 deve ultrapassar os entendimentos circunstanciais e concentrar-se na construção de uma alternativa eleitoral capaz de disputar o próximo pleito.
Apesar da abertura a uma coligação, o BASTA mantém em reserva os mecanismos que pretende utilizar para alcançar os seus objectivos eleitorais. A formação considera a sua estratégia para 2027 matéria reservada e afirma que a divulgação antecipada poderia permitir que outros concorrentes se preparassem para contrariá-la.
“Prefiro reservar-me e não responder a essa questão por ser estratégica”, afirmou, garantindo que o partido está a preparar e a capacitar as suas estruturas para o próximo ciclo eleitoral.
A formação promete revelar, no momento que considerar adequado, as linhas de actuação que pretende adoptar para a disputa de 2027.

