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China e Rússia travam resolução sobre Hormuz

A China e a Rússia articulam-se no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para bloquear uma resolução que prevê a autorização do uso da força com o objectivo de proteger a navegação no Estreito de Hormuz, uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo.

De acordo com fontes diplomáticas, o ministro das Relações Exteriores da China manifestou, no domingo, ao seu homólogo russo, Sergei Lavrov, a disposição de Pequim em cooperar com Moscovo para impedir a aprovação da medida, defendendo uma abordagem assente no diálogo e na contenção.

A proposta, apresentada pelo Bahrein, visa reforçar a segurança marítima na região, num contexto de crescentes tensões e riscos à livre circulação de navios. No entanto, a votação, inicialmente prevista para os dias 3 e 4 de Abril, foi adiada para a próxima semana devido às ameaças de veto por parte de membros permanentes do Conselho.

Entretanto, o Programa Alimentar Mundial (PMA) alertou para as possíveis consequências de um eventual encerramento do Estreito de Hormuz. Segundo a agência da ONU, tal cenário poderá agravar a insegurança alimentar global, colocando até 45 milhões de pessoas adicionais em situação de fome aguda até Junho.

Os custos do transporte marítimo já registam uma subida significativa, aumentando a pressão sobre as cadeias de abastecimento e os preços internacionais, sobretudo de combustíveis e bens essenciais.

O impasse no Conselho de Segurança evidencia as divisões entre as principais potências mundiais quanto à forma de lidar com a crise, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação a evolução da situação na região do Golfo.

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