LUANDA (O SECRETO) – As tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltaram a subir de tom após declarações do ex-presidente norte-americano Donald Trump sobre a possibilidade de colapso iminente da infraestrutura petrolífera iraniana.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que a pressão resultante de ações navais dos EUA estaria a comprometer as exportações de petróleo do Irã, podendo provocar falhas graves nos oleodutos em poucos dias.
A posição surge acompanhada de um endurecimento no discurso diplomático. Trump revelou ter cancelado planos para o envio de negociadores ao Paquistão, sugerindo que qualquer reaproximação dependerá agora de iniciativa iraniana.
Do lado de Teerã, a reação foi imediata e contundente. O vice-presidente iraniano advertiu que qualquer ataque à infraestrutura energética do país terá uma resposta “quádrupla”, especialmente contra nações do Golfo que eventualmente apoiem ações contra o Irã. A declaração reforça o risco de um alargamento do conflito na região.
Especialistas em relações internacionais apontam que o agravamento da retórica entre as duas potências pode ter consequências diretas na estabilidade do Médio Oriente, uma das principais regiões produtoras de petróleo do mundo. A incerteza já começa a refletir-se nos mercados, com investidores atentos à possibilidade de interrupções no fornecimento global de energia.
Analistas alertam ainda que uma escalada poderá afetar economias dependentes da importação de combustíveis, além de pressionar os preços internacionais do petróleo, com impactos em cadeia na inflação e no custo de vida em diversos países.

