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Manuel Fernandes defende unidade e refundação no 4º congresso do Palma Nova Angola

‎LUANDA ( O SECRETO) — O presidente cessante do partido Palma Nova Nova, Manuel Fernandes, abriu nesta sexta-feira 24 de Outubro, o 4º Congresso Ordinário de Refundação com um discurso marcado por apelos à unidade, renovação e compromisso político, num momento que classificou como “um marco histórico de viragem” na vida da organização.

‎Sob o lema “Novo Começo”, o congresso decorre num ambiente de festa democrática e debate interno, destinado à renovação de mandatos, redefinição da linha ideológica e eleição da futura liderança do partido. Fernandes destacou que este congresso “não é apenas um ato estatutário ou cerimonial, mas uma reafirmação da identidade política e um passo firme no processo de reconstrução da esperança do povo angolano”.

‎“A refundação não significa negar o passado, mas resgatar os valores nobres da nossa história, corrigir os erros cometidos e renovar o nosso compromisso com a justiça, a liberdade e a solidariedade”, declarou o líder cessante.

‎Chamado à unidade e à responsabilidade política

‎No seu discurso, Manuel Fernandes reconheceu os desafios enfrentados pelo partido nos últimos anos, incluindo os efeitos da pandemia da Covid-19 e as divisões internas na coligação de oposição da qual o Palma Nova Nova faz parte. Contudo, destacou que cada obstáculo serviu para fortalecer a coesão e a determinação da militância.

‎“A luta pela liberdade e pela democracia não pode ser minada por vontades individuais. Quem enfraquece a oposição, ajuda o regime a perpetuar-se”, advertiu, apelando ao “fim das acusações internas” e ao “recomeço com disciplina, visão estratégica e ligação ao povo”.

‎Fernandes reforçou que o partido deve continuar a servir como instrumento de mobilização social e política, próximo das comunidades e das suas necessidades reais. “O partido não existe para si mesmo, mas para servir. As metas foram adiadas, mas não abandonadas”, sublinhou.

‎Refundar atitudes e construir confiança

‎Apontando para o futuro, o dirigente defendeu a criação de um partido moderno, ético e com resultados visíveis, assente em três pilares fundamentais: organização, mobilização e ação. Segundo ele, “sem estrutura sólida não há vitória duradoura, e sem trabalho efetivo não há conquista do futuro”.

‎“Vamos refundar o partido não apenas nos estatutos, mas também nas atitudes. Vamos demonstrar que é possível governar com valores, competência e resultados visíveis”, afirmou Fernandes, acrescentando que a refundação é apenas “o ponto de partida, não o ponto de chegada”.

‎Competição democrática e maturidade política

‎Dirigindo-se aos concorrentes à liderança, o presidente cessante elogiou a “coragem e dedicação” de todos os candidatos, enaltecendo o espírito democrático do processo. “Independentemente do resultado, o verdadeiro vencedor será o partido, fortalecido pela diversidade de visões e pela maturidade política demonstrada”, disse.

‎Fernandes encerrou o seu discurso com um apelo à coesão e à responsabilidade histórica dos militantes:

‎ “Unidos venceremos, divididos perderemos. O futuro de Angola depende das escolhas que fizermos hoje. Vamos de mãos dadas, com fé no futuro e amor à pátria, rumo a um novo ciclo de progresso e dignidade.”

‎Entre os temas em debate no congresso destacam-se a definição do novo acrónimo e da bandeira do partido, a revisão profunda dos estatutos e a eleição do novo presidente que conduzirá o Palma Nova Nova nos próximos cinco anos.

‎“Viva Angola! Viva o 4º Congresso Ordinário da Refundação do nosso Partido!”, concluiu Manuel Fernandes, declarando oficialmente aberto o congresso.

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