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Oposição avança em convergência para 2027, m

Seis forças políticas da oposição angolana,  Bloco Democrático (BD), FNLA, PDP-ANA, PNSA, RENOVA Angola e PPA, reuniram-se nesta Sexta-feira, em Luanda, na sede nacional do BD, no quadro da III Fase dos Encontros de Unidade para a Alternância Democrática em 2027, apurou o jornal O Secreto, que teve acesso a informações do encontro.

O encontro de alto nível incidiu sobre a operacionalização técnica do processo de convergência política, tendo as delegações alcançado consensos em torno da criação de grupos de trabalho para harmonização documental e jurídica, com vista a garantir conformidade com a legislação sobre partidos políticos e o quadro eleitoral vigente.

Segundo fontes próximas às formações políticas envolvidas, foi igualmente acordada a necessidade de intensificar acções políticas conjuntas e avançar com a preparação de uma Conferência Nacional sobre o Processo Eleitoral, centrada na transparência, fiscalização do pleito e reforço da participação cidadã.

As mesmas fontes indicam que foram estabelecidos mecanismos de coordenação com metas e prazos definidos até 2027, numa tentativa de manter a dinâmica de articulação entre as diferentes forças políticas.

No entanto, o encontro decorreu com ausências notadas de várias formações políticas, com destaque para o PADDA – Aliança Patriótica, o Partido Liberal, a Coligação Cidadania e outras forças políticas que, segundo fontes próximas ao processo, não integraram esta fase da concertação.

Também a UNITA não esteve representada no encontro, uma ausência que, de acordo com as mesmas fontes, continua a ser observada com atenção no seio das forças envolvidas na iniciativa de convergência para a alternância democrática.

Apesar das ausências, os partidos presentes reafirmaram o compromisso com a construção de uma plataforma de unidade política, defendendo-a como instrumento essencial para a consolidação da alternância democrática em Angola, com base na experiência das eleições de 2022, apontada como referência para a necessidade de maior coordenação entre forças políticas e sociedade civil.

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