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Reconciliação e verdade: Angola quer corrigir e tenta trazer a sua verdadeira História

LUANDA (O SECRETO) – ‎A inclusão dos líderes históricos Álvaro Holdem Roberto e Jonas Savimbi entre as figuras nacionais condecoradas, o gesto representa “um acto de justiça histórica” e um sinal de maturidade política que Angola há muito precisava, afirma Manuel Fernandes, presidente eleito do partido PALMA – Renova Angola. 

‎Para o líder político Manuel Fernandes,  a história do país deve ser contada “com verdade, justiça e reconhecimento”, lembrando que tanto Holdem Roberto, fundador da FNLA, como Savimbi, líder da UNITA, foram protagonistas e figuras incontornáveis na luta pela independência. A sua exclusão das condecorações nacionais, até agora, simbolizava uma ferida ainda aberta na memória coletiva.

‎A inclusão dos dois líderes é, segundo o dirigente do PALMA, “mais do que um gesto simbólico, é a reparação de uma injustiça e a reafirmação de que a independência foi uma conquista de todos os angolanos, independentemente das diferenças políticas”.

‎No mesmo discurso, Manuel Fernandes destacou a importância do Congresso da Reconciliação Nacional, promovido pela Igreja Católica para o próximo mês de Novembro, considerando-o “um marco essencial para a pacificação dos espíritos e a consolidação da unidade nacional”.

‎O líder do PALMA aproveitou ainda para defender a renovação do seu partido, que, segundo afirmou, “nasceu do povo para servir o povo” e hoje procura adaptar-se aos desafios sociais e económicos do presente. “Vivemos tempos de desigualdade e descontentamento, e é urgente um novo compromisso político com a verdade, a justiça e a dignidade dos cidadãos”, concluiu.

‎Entre o peso do passado e as exigências do futuro, o país parece finalmente disposto a encarar a sua história de frente, com coragem, verdade e reconciliação.

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