LUANDA (O SECRETO) – Alguns textos de dirigentes da UNITA não se enquadram da Comunicação Social no pública, revelando que tem lido alguns e que é necessário “fazer isso”, referindo-se à necessidade de adequação, afirma Mário de Oliveira
O ministro reforçou ainda que a linha editorial dos órgãos públicos deve pautar-se por critérios que fundamentam a reconciliação, paz, desenvolvimento, formação, elevação dos níveis de cidadania e Angola, com particular atenção a actos de grande relevância nacional.
Por outro lado, o Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), Mário de Oliveira, negou as reclamações da UNITA, sobre a alegada falta de espaço na comunicação social pública, justificando o tempo de antena pela diferença no número de actividades realizadas pelos partidos políticos.
O Ministro fez questão de sublinhar que não existe qualquer orientação específica do Ministério para travar a cobertura da UNITA, sendo os critérios editoriais dos órgãos de comunicação o principal guia. Contudo, avança dados estatísticos que, segundo ele, desmentem as reclamações.
“As estatísticas que nós temos a nível dos órgãos de comunicação social dizem exactamente o contrário”, afirmou Mário de Oliveira. “O partido no poder, o MPLA, realiza 100 actividades, os outros realizam duas. Naturalmente o tempo de antena de quem faz 100 vai ser superior para quem faz duas, certo?”, questionou, numa analogia.
O responsável do MINTTICS indicou que estas estatísticas estão disponíveis e provam que a reclamação não se sustenta, sublinhando que a cobertura é uma consequência da diferença na produção de conteúdo e actividades: “um faz 100, outro faz 2, naturalmente que o que faz 2 vai ter 2 minutos. O que faz 100 vai ter 100 minutos, fazendo assim uma analogia muito rápida.”
Citando ainda como exemplo o anúncio do Presidente da República sobre a condecoração dos signatários dos Acordos de Alvor, classificando-o como um acto de “grande ansiedade, de grande amor à pátria, de grande amor à paz, de grande amor à Angola” que, por isso, tem “grande cobertura”, por ir ao encontro do objectivo de “de engrandecer o país”.
“Não há nenhuma orientação política de travar o que quer que seja”, concluiu o Ministro, reiterando que os critérios editoriais dos órgãos públicos estão alinhados com o momento actual do país, marcado pela consolidação da paz e reconstrução nacional.
De recordar que, as declarações do ministro Mário de Oliveira, foram feito durante a entrevista no programa discurso directo da rádio Eclesia, na penúltima quarta-feira de Outubro, em Luanda.

