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Timor-Leste defende CPLP mais forte na economia e na Língua Portuguesa

LUANDA (O SECRETO) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve aproveitar o seu potencial económico, reforçar a promoção da Língua Portuguesa e ampliar a cooperação entre os Estados-membros e países associados, diz embaixador de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo Soares.

A posição foi defendida pelo embaixador de Timor-Leste junto da ONU, Dionísio Babo Soares que afirma que o bloco está preparado para iniciar uma nova etapa de desenvolvimento e prosperidade partilhada.

A poucos dias de celebrar 30 anos de existência, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é chamada a reforçar o seu papel como plataforma de cooperação económica e política entre os seus membros. A avaliação é do embaixador de Timor-Leste junto das Nações Unidas, Dionísio Babo Soares.

Em entrevista à ONU News, o diplomata disse que a organização já consolidou a sua dimensão política e cultural, mas sublinha que é necessário transformar essa proximidade histórica em oportunidades concretas de desenvolvimento económico.

Segundo o representante timorense, cada Estado-membro possui vantagens estratégicas que podem ser complementares. Angola dispõe de importantes recursos naturais, o Brasil destaca-se pela sua dimensão económica e tecnológica, Portugal representa uma porta de entrada para o mercado europeu e Timor-Leste pode fortalecer a ligação da CPLP à região da Ásia-Pacífico.

Por outro lado, Dionísio Babo Soares adianta que a expansão da língua portuguesa continua a ser uma prioridade da presidência timorense. O diplomata revelou que Timor-Leste assinou um acordo com uma universidade da Indonésia para implementar um programa de ensino da língua portuguesa, contribuindo para aumentar a presença do idioma fora do espaço lusófono.

O embaixador afirma ainda que a educação, a cultura, a preservação do património e a cooperação técnica estão entre os principais eixos da atual presidência da CPLP, áreas consideradas essenciais para fortalecer a integração entre os países da comunidade.

No entanto, reconhece que persistem desafios na consolidação do português em alguns Estados-membros, defendendo mais investimentos para afirmar a língua como instrumento de desenvolvimento, identidade e cooperação internacional.

Fundada em 17 de julho de 1996, a CPLP reúne atualmente nove países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné-Equatorial, promovendo ações conjuntas nos domínios da educação, saúde, desenvolvimento sustentável e cooperação multilateral.

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