A crescente pressão sobre a criminalidade violenta e o aumento contínuo da sinistralidade rodoviária voltaram a dominar as preocupações da Polícia Nacional de Angola (PNA), durante a reunião operativa quinzenal dirigida, nesta Sexta-feira, 15, em Luanda, pelo Comandante Geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, apurou o Jornal O Secreto.
Realizado no edifício n.º 1 do Comando Geral da corporação, o encontro serviu para avaliar o actual cenário da segurança pública no país e redefinir mecanismos operacionais considerados prioritários pelas autoridades policiais.
De acordo com informações a que O Secreto teve acesso, o comando da PNA analisou o crescimento de crimes violentos em determinados perímetros urbanos, o impacto dos acidentes rodoviários nas principais estradas nacionais e a circulação de medicamentos contrafeitos que continuam a entrar no mercado informal angolano.
No centro das discussões esteve igualmente o reforço do policiamento de proximidade, numa tentativa de recuperar a capacidade de resposta das forças policiais em bairros identificados pelas autoridades como zonas de maior vulnerabilidade criminal.
O documento saído da reunião revela ainda que Francisco Ribas da Silva chamou atenção para a necessidade de uma actuação “mais firme e permanente” dos efectivos, sobretudo em operações preventivas e acções de fiscalização rodoviária, num contexto em que cresce a percepção pública de insegurança em várias províncias do país.
A reunião juntou membros do Conselho Superior de Polícia, que procederam à análise do grau de execução das operações em curso, desde patrulhamentos urbanos até acções de controlo de fronteiras e combate ao comércio ilícito.
Embora a Polícia Nacional continue a anunciar medidas de reforço operativo, especialistas em segurança pública entendem que os desafios persistem devido à insuficiência de meios técnicos, fragilidades no policiamento comunitário e dificuldades de coordenação em determinadas áreas operacionais.
Nos bastidores, fontes policiais admitem que a pressão sobre os efectivos aumentou nas últimas semanas, principalmente em Luanda, Benguela e Huíla, onde os registos de crimes violentos e acidentes continuam a gerar preocupação dentro das estruturas de comando da corporação.


