O Ministério do Comércio da China afirmou nesta terça-feira que “cumpriu fielmente” suas obrigações no âmbito do acordo comercial da Fase Um firmado com os Estados Unidos e advertiu Washington contra o uso de investigações baseadas na Seção 301 para impor novas tarifas a produtos chineses.
A declaração foi divulgada após o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, indicar que as apurações sobre o cumprimento do acordo por parte de Pequim continuarão. Segundo ele, o processo poderá resultar na adoção de tarifas adicionais, caso sejam identificadas violações.
Em nota, o governo chinês reforçou que tem honrado os compromissos assumidos no entendimento firmado durante a guerra comercial iniciada no governo de Donald Trump. Pequim também pediu que os EUA ajam com “prudência” e evitem medidas que possam prejudicar a estabilidade das relações econômicas bilaterais.
A Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA permite a Washington investigar práticas consideradas desleais e aplicar sanções unilaterais. O instrumento foi amplamente utilizado nos últimos anos para justificar tarifas sobre bilhões de dólares em importações chinesas.
O novo impasse surge às vésperas da visita planejada de Trump a Pequim, marcada para 31 de março. De acordo com a CNBC, ambos os lados buscam estabilizar a relação comercial, considerada estratégica para as duas maiores economias do mundo.
Analistas avaliam que a retomada de tensões pode afetar cadeias globais de suprimentos e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais. Ainda assim, diplomatas dos dois países sinalizam que o diálogo permanece aberto, numa tentativa de evitar uma novanova escalada tarifária


