‎Crise no Golfo: Sauditas e Emirados reatam aliança após ataques do Irã

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LUANDA (O SECRETO) – Em um movimento que redesenha a geopolítica do Oriente Médio, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita telefonou neste sábado para o presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU),  em que a objectivo central foi condenar os recentes ataques de

mísseis iranianos e formalizar uma promessa de apoio mútuo, selando o fim de uma divergência diplomática e militar que se arrastava há meses.

‎A ofensiva de Teerã, descrita como uma retaliação contra Estados que abrigam bases militares dos Estados Unidos, atingiu pontos estratégicos no Golfo. De acordo com informações da agência Reuters, explosões foram registradas simultaneamente em:

‎Abu Dhabi (EAU)

Riade (Arábia Saudita)

‎Doha (Catar)

‎Manama (Bahrein)

‎Os disparos de mísseis balísticos ocorrem após operações conjuntas realizadas por forças de Israel e dos EUA, elevando a tensão na região a níveis críticos.

‎Por outro lado, a Reuters noticiou ainda que, esta demonstração de solidariedade entre Riade e Abu Dhabi marca uma virada significativa. As relações entre os dois vizinhos estavam profundamente abaladas desde dezembro, quando a Arábia Saudita bombardeou um carregamento de armas ligado aos Emirados em território iemenita. O incidente, na época, provocou a retirada imediata das tropas dos EAU do conflito no Iêmen.

‎ Analistas apontam que a agressividade do Irã forçou uma união de conveniência. Diante da ameaça comum à soberania nacional e à estabilidade das infraestruturas petrolíferas, as monarquias do Golfo parecem dispostas a colocar as disputas locais em segundo plano para fortalecer a defesa coletiva.

‎ No entanto, “a segurança do Golfo é indivisível”, afirmou uma fonte diplomática saudita sob anonimato. “O ataque a um Estado é um ataque a todos.”

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