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Munique

Direção do Hospital Geral do Huambo reúne de emergência após denúncia de negligência médica a recém-nascida

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A denúncia, que envolve a recusa de assistência a uma bebé de poucos dias, levou à identificação do médico em serviço através do número de ordem deixado numa receita, em que o Secretário Provincial do PRS, Soliya Selende Lumumba, acompanhou o caso e exige responsabilização.

Informações avançada ao jornal “O Secreto, a direcção da unidade hospitalar convocou toda a equipa que esteve de serviço no dia 16 de Dezembro, depois de surgirem indícios claros de negligência médica, apesar de um dos médicos em serviço ter tentado negar o envolvimento no caso, a administração hospitalar confirmou a sua presença através do número de ordem constante na receita médica passada à recém-nascida, o que acabou por comprovar a autoria do atendimento.

O caso envolve a bebé Quintina Wendo, recém-nascida proveniente da aldeia de Epomba/Kangombe, no município da Chicala-Cholohanga. De acordo com o relato do pai da criança, a bebé encontrava-se em estado crítico, o que levou os familiares a saírem da aldeia durante a noite em busca de assistência médica.

Ao chegarem ao Hospital Municipal do Kambiote, por volta da meia-noite, a equipa de serviço limitou-se a observar a criança e, sem prestar qualquer atendimento, informou que “o caso não era da sua competência”, orientando os pais a deslocarem-se ao Hospital Geral do Huambo.

Já no Hospital Geral, os médicos realizaram apenas um teste rápido de malária, cujo resultado foi negativo. Mesmo diante da respiração ofegante da bebé e do seu estado visivelmente crítico, o médico em serviço afirmou que o hospital se encontrava lotado e orientou os pais a regressarem à aldeia, entregando apenas uma receita médica para compra de medicamentos.

Desesperados, os familiares pediram insistentemente a internação da recém-nascida, ou ao menos autorização para permanecerem no hospital durante a noite, alegando a longa distância percorrida. O pedido foi novamente recusado. “A criança não tem nada, regressem à vossa aldeia”, terá dito o médico, em tom elevado, segundo os familiares.

Sem alternativa, os pais regressaram à aldeia, onde a criança sofreu nova paragem respiratória. Em prantos e sem meios de socorro, a família voltou a deslocar-se, já de madrugada, em busca de ajuda. No caminho, receberam a indicação de um posto médico privado no Cambiote, nas proximidades do antigo controlo.

“No momento em que chegámos, a criança não mamava nem chorava. Agora, graças a Deus, já chora e mama normalmente”, relatou o pai da bebé.

Diante da gravidade do caso, o Secretário Provincial do PRS no Huambo, Soliya Selende Lumumba, foi chamado a aferir a veracidade dos factos ocorridos tanto no Hospital do Kambiote como no Hospital Geral do Huambo. Após ouvir os depoimentos, Selende classificou a situação como “gravíssima” e defendeu a responsabilização imediata da equipa médica que esteve de serviço no dia 16 de Dezembro.

“Hoje aconteceu com a pequena Wendo, amanhã pode ser com outra criança e depois com mais alguém, como infelizmente já tem acontecido. Muitas pessoas perdem a vida por causa da irresponsabilidade de alguns médicos”, afirmou.

O dirigente denunciou ainda a prática de médicos que, segundo ele, encaminham pacientes dos hospitais públicos para clínicas privadas onde também exercem funções, situação que considerou inadmissível.

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