A taxa de crianças fora do sistema de ensino em Angola continua elevada, por falta de infraestruturas escolar, a educação e o ensino constituem pilares essenciais para o desenvolvimento de qualquer país e da própria sociedade, diz João Lourenço.
João Lourenço, reconhece ainda, a maior necessidade de melhorar a qualidade do ensino e garantir o acesso universal à escola, avançando ainda que, é necessário acelerar a construção de mais escolas, sobretudo do ensino primário, face à forte pressão demográfica.
Por outro lado, a nova ministra da Educação garante em estar alinhada com as orientações presidenciais, assegurando total empenho na execução das políticas do sector, Érica Aires, adianta ainda as suas principais prioridade passando por retirar do abandono escolar milhares de crianças que se encontram fora do sistema, com especial atenção ao ensino pré-escolar e primário. Ministra disse ainda que, o seu departamento irá proceder a uma “radiografia” do sector, dando continuidade aos programas e projectos já aprovados pelo governo.
Admar Ginguma, secretário geral, Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), que falava a emissora Católica da Angola, questionou a viabilidade das promessas governamentais, apontando limitações orçamentais. Segundo o sindicalista, o setor da Educação dispõe de apenas 6,6% do Orçamento Geral do Estado, cuja taxa de execução, de acordo com relatórios do Instituto Nacional de Estatística (INE), não tem ultrapassado os 50% nos últimos anos.
Ginguma, sublinha ainda que o crescimento populacional acelerado, acima dos 3% ao ano, não é um fenómeno novo, defendendo respostas mais concretas por parte do Executivo. O dirigente sindical destacou igualmente que muitas escolas construídas no âmbito do PIIM são, na prática, reabilitações, enquanto cerca de 25% das instituições de ensino continuam a funcionar em condições precárias.
Por outra, o Presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos denunciou a suspensão do programa de alimentação escolar em algumas escolas do ensino primário do ensino público, apenas duas semanas após o seu arranque, por alegada insuficiência de verbas, em um debate recente a uma rádio, Simão Formiga, alerta que a falta de merenda escolar tem contribuído para o absentismo e abandono escolar de várias crianças.
No entanto, o sector da Educação continua, assim, no centro do debate público, entre promessas de reforço e críticas quanto à capacidade de execução das políticas anunciadas.


