LUANDA (O SECRETO) – “Ganhamos mais unidos do que separados” e onde há desconhecimento, cresce a desconfiança, e para que haja, a reconciliação exige-nos, que nos conheçamos melhor”,afirma ministro da Cultura, Filipe Zau.
Para o governante, a educação deve ser o ponto de partida para os próximos 50 anos de desenvolvimento nacional.
Por outro lado, Filipe Zau, avança ainda que, é fundamental formar as novas gerações com base no diálogo, na aproximação entre diferentes regiões e no conhecimento mútuo. A proposta inclui a promoção de actividades educativas e culturais que permitam o contacto directo entre jovens de várias províncias, incluindo programas de correspondência digital entre escolas. “Onde há desconhecimento, cresce a desconfiança. A reconciliação exige que nos conheçamos melhor”, afirmou.
Zau, adianta ainda que, Angola tem capacidade de evoluir se colocar o interesse nacional acima de diferenças ideológicas ou regionais. Recordou que a história recente foi marcada por divisões profundas, influenciadas pelo colonialismo e pela Guerra Fria, mas sublinhou que, hoje, “o nosso maior sentido de pertença deve ser Angola”.
O ministro lembrou ainda que as guerras deixam marcas duradouras, sobretudo entre adultos, que apresentam maior resistência à mudança. Por isso, insistiu na importância de começar o trabalho de reconciliação desde as escolas, formando crianças e jovens para uma convivência pacífica. “Nas guerras entre irmãos, ninguém vence. O único perdedor é o povo”, destacou.
O chefe do ministério da cultura, defende que, a valorização da diversidade cultural do país, ressaltando que Angola é multicultural e multilingue, mas que a identidade nacional deve sobrepor-se às particularidades locais. Para ele, a construção da “angolanidade” passa pela promoção da paz, do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e da justiça social.
O ministro reconheceu ainda o papel das igrejas no processo de reconciliação. Pelo seu carácter apartidário, considera que estas instituições possuem maior capacidade de diálogo e têm contribuído para aproximar comunidades e promover entendimento entre os cidadãos.
“Se amamos o nosso povo, devemos construir soluções conjuntas, sem sectarismos, para crescer como nação”, concluiu.


