UNITA expõe abusos e violações de direitos humanos na empresa chinesa Pan-China

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LUANDA (O SECRETO) – Quem está por trás das condições desumanas impostas a trabalhadores angolanos na Pan-China, estaleiros junto à Centralidade do Kilamba? Denúncias anónimas revelam trabalho forçado, jornadas excessivas e salários base de apenas 42.070 kwanzas, bem abaixo dos 100 mil do mínimo nacional. Os funcionários temem represálias e não ousam reclamar publicamente.

O escândalo explodiu com greve geral a 12 de fevereiro, após incidente fatal em 16 de janeiro que matou cinco angolanos, em meio a higiene precária e falhas de segurança. Nomes pesados surgem nas acusações: general Tavares e Presidente João Lourenço, sem pronunciamento oficial que esclareça envolvimento direto.

Nesta quarta, 18 de fevereiro de 2026, deputados da UNITA – liderados por Conceição Paulo Faria, com Maria do Espírito Santo Monteiro, Ariane Nhany, Arlindo Miranda e assessor Emanuel Bianco, que invadiram os estaleiros para investigar. O que viram choca: angolanos amontoados em contentores de 20 pés para 10 pessoas, sem ar-condicionado, dormitórios insalubres; balneários e cozinhas como pocilgas, com refeições pobres e sem ingredientes básicos. Chineses? Grupos de cinco em contentores climatizados, com condicções dignos.

Trabalhadores confessaram salários de 70 mil kwanzas e pavor de demissões por falarem. A delegação seguiu à Inspeção-Geral do Trabalho (IGT), expondo as mazelas, mas foi ignorada pela “indisponibilidade” dos chefes – mais um sinal de inércia estatal?

A UNITA avança: pressionará por auditoria urgente e denunciará a impunidade de empresas como a Pan-China, blindadas por laços com o poder angolano. Silêncio da companhia e autoridades persiste. Até quando? Pergunta o Galo Negro.

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