LUANDA (O SECRETO) – O bispo Dom António Jaka exortou, neste domingo, 22 de Março, os jornalistas e comunicadores angolanos a assumirem a responsabilidade de usar a palavra como instrumento de promoção da verdade, da justiça e da dignidade humana.
A mensagem foi transmitida durante a homilia da missa de encerramento do Jubileu dos Jornalistas, realizada no âmbito da preparação para a visita do Papa a Angola.
Na celebração do quinto domingo da Quaresma, o prelado destacou que o tempo quaresmal constitui um momento de retiro espiritual, conversão e renovação interior, convidando os fiéis, em particular os profissionais da comunicação social, à escuta da Palavra de Deus, à prática do jejum e a gestos concretos de solidariedade.
Dom Jaka saudou sacerdotes, seminaristas, teólogos e jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social presentes na capela do seminário, bem como os que acompanharam a cerimónia através da Televisão Pública de Angola, da Rádio Ecclesia e de outros meios. Considerou o encontro como um momento de “alegria e graça” para todos os que têm a missão de comunicar.
Na sua reflexão, o prelado, sublinhou que os comunicadores possuem instrumentos capazes de alcançar muitos corações, podendo a palavra salvar ou destruir. Por isso, apelou a um “jejum das palavras ofensivas”, alertando para os perigos da comunicação que gera ódio, divisão e desinformação. “A palavra deve curar, libertar as mentes e contribuir para uma sociedade mais justa e solidária”, frisou.
Inspirando-se no Evangelho da ressurreição de Lázaro, o bispo comparou a imagem do homem que sai do túmulo ainda enfaixado à realidade de muitos profissionais que, segundo afirmou, se veem impedidos de comunicar a verdade devido a pressões, medos ou interesses externos. Defendendo que a missão dos jornalistas passa por “desatar as amarras da opressão”, dando voz aos que sofrem injustiças e promovendo o bem comum.
Por outro lado, o responsável das comunicações da comissão episcopal da CEAST, encorajou ainda os comunicadores a cultivarem a compaixão, a solidariedade e o compromisso ético, recordando que todos partilham a mesma dignidade humana e o direito a uma vida feliz. “Somos chamados a caminhar juntos, não cada um para seu lado, porque somos todos irmãos”, disse.
No entanto, a celebração marcou o encerramento das actividades formativas dirigidas aos jornalistas angolanos no contexto jubilar, reforçando o papel da comunicação social como agente de transformação social e promotora de valores humanos e espirituais.


