Angola defende português como língua de trabalho da ONU

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LUANDA(O SECRETO) – Angola defendeu o reconhecimento do português como língua de trabalho nas organizações internacionais e apelou à implementação efectiva da mobilidade entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A posição foi apresentada pelo embaixador angolano junto às Nações Unidas, Francisco José da Cruz, que considera estas prioridades fundamentais para reforçar a influência da organização e criar mais oportunidades para os cidadãos lusófonos.

O embaixador de Angola junto às Nações Unidas, Francisco José da Cruz, afirma que o fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) passa pelo reconhecimento do português como língua de trabalho nas organizações internacionais e pela consolidação da livre circulação entre os Estados-membros.

Numa entrevista à ONU News, por ocasião dos 30 anos da organização, o diplomata angolano, sublinha que, a utilização do português nas instituições internacionais permitirá aos países lusófonos defenderem as suas posições na sua língua oficial, reforçando a identidade comum e o peso político da comunidade no cenário global.

O representante angolano adianta que a implementação plena do Acordo de Mobilidade deve tornar-se uma prioridade, permitindo maior circulação de estudantes, investigadores, empresários e profissionais entre os países da CPLP.

Por outro lado, Francisco José da Cruz, disse que, é necessário aproximar a organização dos cidadãos, garantindo que os benefícios da cooperação sejam sentidos pelas populações e contribuam para o desenvolvimento dos Estados-membros.

O diplomata avança ainda que, a juventude será determinante para o futuro da comunidade, defendendo uma maior participação dos jovens na construção de uma CPLP mais forte, integrada e preparada para responder aos desafios internacionais.

Por outra, o embaixador recordou que a Língua Portuguesa é falada por mais de 280 milhões de pessoas, sendo uma das mais utilizadas no mundo e na internet, factor que reforça a necessidade de ampliar o seu reconhecimento nas principais instituições internacionais.

No entanto, a concretização destes objectivos dependerá do compromisso dos Estados-membros em implementar os acordos já aprovados e aprofundar a cooperação dentro da comunidade.

A CPLP celebra este ano 30 anos de existência, reunindo nove países de Língua oficial Portuguesa, distribuídos por quatro continentes, além de mais de 30 Estados observadores associados.

De recordar que, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é composta por nove Estados-membros:

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste.

Além dos Estados-membros, a CPLP conta com Estados Observadores Associados, que participam em reuniões e iniciativas de cooperação, mas não têm direito a voto. Atualmente, são mais de 30 países, entre os quais:

Alemanha, Andorra, Argentina, Bélgica, Canadá, Chile, Chéquia (República Checa), Eslováquia, Espanha, Estados Unidos da América, França, Geórgia, Grécia, Hungria, Índia, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Maurícia, Mónaca, Namíbia, Países Baixos, Paraguai, Peru, Qatar, Reino Unido, Roménia, Senegal, Sérvia, Turquia,Uruguai.

Estes observadores associados colaboram com a CPLP em áreas como diplomacia, educação, ciência, economia, cultura, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, reforçando a projeção internacional da comunidade lusófona.

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