LUANDA (O SECRETO) – O corpo do jornalista e antigo deputado chegou hoje a Luanda, vindo da África do Sul. O velório decorre no Complexo Dr. Jonas Savimbi.
Os restos mortais de Alexandre Neto Solombe, figura incontornável do jornalismo e da política angolana, chegaram esta sexta-feira a Angola. O antigo deputado e assessor do Grupo Parlamentar da UNITA faleceu na passada quarta-feira, 8 de abril, na África do Sul, vítima de doença.
O velório de Solombe está a decorrer esta noite no Complexo Dr. Jonas Savimbi (ex-Sovismo), em Luanda, onde familiares, amigos e figuras do Estado se reúnem para prestar a última homenagem a um homem descrito pelos seus pares como um “quadro distinto e destemido”.
Uma Trajectória de Brio e Dedicação
Eleito pelas listas da UNITA nas eleições de 1992, Alexandre Solombe exerceu o mandato de deputado à Assembleia Nacional entre 1997 e 2008. Durante mais de uma década, destacou-se pelo rigor nas Comissões de Trabalho Especializadas e pela defesa acérrima das causas públicas nas sessões plenárias.
Economista de formação, a sua voz tornou-se, no entanto, um símbolo da liberdade de expressão através do jornalismo. O seu percurso incluiu funções de relevo, tais como:
Correspondente da extinta Rádio VORGAN na Huíla;
Primeiro Director da Rádio Despertar em Luanda;
Presidente do MISA-Angola (Instituto de Comunicação Social da África Austral) até 2022.
Voz de Liberdade
Reconhecido pela sua voz altiva e cativante, Solombe foi um dos rostos mais visíveis na luta pela liberdade de imprensa em Angola. A sua morte deixa um vazio no panorama mediático e político, onde serviu também como Assessor de Imprensa do Presidente da UNITA e do respectivo Grupo Parlamentar.
Em nota oficial, a Direcção do Grupo Parlamentar da UNITA lamentou a perda:
“Alexandre Solombe deixou uma marca indelével na comunicação social angolana. Curvamo-nos diante da sua memória e endereçamos à família enlutada os nossos mais profundos sentimentos de pesar.”
O país perde um intelectual e um patriota que, quer nas salas de aula como docente, quer no Parlamento ou nos microfones da rádio, pautou a sua vida pelo respeito e pelo profissionalismo.


