Equipamentos desaparecem no Big One sob interdição judicial e abandono da polícia 

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LUANDA (O SECRETO) – Electrodomésticos, mobiliário e material técnico estão a desaparecer do interior do supermercado Big One, no Alvalade, numa altura em que o imóvel permanece fechado por decisão do Tribunal da Comarca de Luanda e com acesso vedado aos proprietários.

A combinação entre interdição judicial e ausência de controlo permanente no local tem aberto espaço para sucessivas incursões de desconhecidos.

De acordo com informações recolhidas, o estabelecimento, outrora uma referência comercial, encontra-se hoje vulnerável, com sinais de retirada contínua de bens. Fontes próximas da empresa relatam perdas significativas, incluindo equipamentos de refrigeração, cadeiras, utensílios de trabalho e outros activos essenciais ao funcionamento do negócio.

Outro elemento que agrava o cenário é a alegada retirada da vigilância policial que anteriormente era assegurada no local. Moradores afirmam que, numa fase inicial do encerramento, havia presença regular de agentes, mas que essa actuação deixou de ser visível, coincidindo com o aumento dos casos de vandalismo e saque.

Os proprietários, impedidos de entrar nas instalações por força da decisão judicial, dizem assistir à degradação do património sem capacidade de intervenção directa. Ainda assim, garantem ter formalizado várias exposições junto da Polícia Nacional e do tribunal, alertando para o desaparecimento progressivo dos bens.

O processo que levou ao encerramento do Big One está relacionado com uma dívida reclamada pelo Banco de Comércio e Indústria (BCI), entidade que detém a posição de fiel depositário. No entanto, segundo as denúncias, não têm sido observadas medidas eficazes de preservação do imóvel e do seu conteúdo.

Entretanto, residentes do bairro Alvalade descrevem um ambiente de preocupação crescente, apontando movimentações suspeitas em horários variados e a saída de equipamentos do recinto sem qualquer fiscalização aparente. A situação levanta dúvidas sobre a segurança de bens sob custódia judicial e sobre a articulação entre as instituições envolvidas.

Para além dos prejuízos materiais, o caso continua a ter impacto social relevante. Desde abril de 2025, cerca de 380 trabalhadores permanecem com os vínculos laborais suspensos, consequência directa do encerramento forçado do estabelecimento.

No entanto, o responsável do imóvel, lamenta não haver a avanços visíveis no processo judicial e com relatos contínuos de desaparecimento de bens, o futuro do espaço permanece incerto, enquanto se intensificam os apelos por uma intervenção que garanta a protecção efectiva do património em litígio.

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