Moradores denunciam intimidação armada em disputa fundiária no Cabolombo e pedem intervenção urgente da Justiça

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LUANDA (O SECRETO) – Mais de 50 famílias residentes no Bairro Cabolombo, Sector A, Rua Urba Nova, no município de Belas, denunciam alegadas acções de intimidação promovidas pela empresa GENEA-Angola no âmbito de uma disputa de posse de terrenos, situação que, segundo os moradores, tem colocado em risco a segurança pública, restringido a livre circulação e gerado um clima permanente de medo na comunidade.

Os moradores afirmam viver momentos de tensão devido à presença recorrente de indivíduos identificados como seguranças privados e outros elementos não identificados que, alegadamente, actuam em nome do Paul Marcius Ang, Chinês que cresceu no  Brasil,  que é actualmente o Cérebro da Família Leandro Ang, que é o maneger da Cimenfort e da empresa GENEA-Angola. O Jornal “O Secreto” apurou no local, os moradores dizem sentir-se ameaçados pela constante mobilização de grupos armados com armas de fogo e armas brancas, alguns deles encapuzados e sem qualquer identificação profissional visível.

A controvérsia envolve um terreno anteriormente associado à cidadã Victoria Francisco Vicente. Entretanto, os residentes alegam que o espaço foi posteriormente parcelado e adquirido por dezenas de famílias que nele construíram as suas habitações, transformando a área num núcleo habitacional consolidado.

Os moradores denunciam ainda que, no dia 18 de Junho de 2026, representantes da empresa, acompanhados por funcionários, seguranças privados e outros indivíduos, terão tentado instalar portões nas vias de acesso ao bairro. A iniciativa acabou por não avançar devido à mobilização da população local, que contestou a medida por considerar que limitaria a circulação de pessoas e bens.

A população sustenta que existem decisões judiciais relacionadas com os processos n.º 3469/20-B, referente à Providência Cautelar de Restituição de Posse, e n.º 2059/20, relativo à Acção Especial de Restituição de Posse, razão pela qual considera que qualquer alteração ao estado atual da ocupação deve obedecer estritamente às determinações dos tribunais.

Especialistas consultados pelo jornal defendem que conflitos fundiários desta natureza exigem uma atuação célere e transparente das instituições judiciais e do Ministério Público, sobretudo quando estão em causa direitos fundamentais, como a habitação, a segurança e a tranquilidade das comunidades.

Face ao agravamento da situação, os moradores apelam à Procuradoria-Geral da República, ao Tribunal competente e ao Executivo angolano para que promovam uma investigação rigorosa sobre os factos denunciados e garantam o cumprimento da lei por todas as partes envolvidas.

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